Saiba por que é importante entender sobre a comunicação com surdos

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No Brasil, quase 10 milhões de pessoas possuem deficiência auditiva, segundo dados do IBGE. A Língua Brasileira de Sinais é a língua oficial de comunicação da comunidade surda em nosso país.

Mas sei que nem sempre é possível ter uma boa comunicação com surdos, por isso, abordei neste post algumas informações importantes para uma comunicação efetiva e segura com surdos! Boa leitura!

O que é a Língua Brasileira de Sinais

Em 1857, Dom Pedro II fundou em nosso país o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), primeira escola para surdos no Brasil e na América do Sul. A partir da metodologia de ensino aplicada neste instituto e da miscigenação da língua brasileira de sinais, que foi baseada na língua de sinais francesa, nasce a Libras – Língua Brasileira de Sinais.

Ela é um sistema linguístico visual-motor, de estrutura gramatical própria, com transmissão de ideias e fatos através de gestos característicos da comunidade surda do Brasil. Assim como na Língua Portuguesa, Libras também tem variações devido ao regionalismo. Vale ressaltar que cada país possui sua própria língua de sinais e regionalismos pertinentes à sua cultura.

É importante lembrar que o termo correto é Língua Brasileira de Sinais e não Linguagem, já que possuiu seu sistema gramatical próprio o que é diferente da linguagem, que é um sistema de signos ou símbolos apenas.

Desde 2002, com a lei 10.436 de 24 de abril, a Língua Brasileira de Sinais foi identificada como meio legal de comunicação e expressão, garantindo para a comunidade surda do nosso país um passo vitorioso rumo à inclusão e acessibilidade na sociedade.

A comunicação com surdos e a inclusão na sociedade

Diversas pessoas acreditam que todos os surdos conseguem realizar leitura labial, o que é um erro. Não são todos que conhecem a língua oral, no caso o português, da mesma maneira que pessoas ouvintes.

Até 2002 não havia obrigatoriedade da difusão e garantia de acesso à comunicação em Libras, porém em 2005 foi decretada lei, em que os acessos a todos os setores da sociedade devem ser garantidos através de recurso como intérpretes ou tradutores. Foi por meio dessa mesma lei que houve a promulgação da lei de formação de tradutores e intérpretes de Libras.

Ainda assim, para uma demanda de mais de 9 milhões de pessoas com deficiência auditiva, faltam recursos para garantir a inclusão e acessibilidade dessas pessoas a todas as esferas da sociedade.

Uma comunidade com grandes objeções

A acessibilidade é um desafio, pois a comunidade surda em nosso país ainda encontra dificuldades para realizar tarefas cotidianas e um dos maiores dificultadores é a falta de conhecimento e intérpretes.

Ainda que a presença de um intérprete ou tradutor seja obrigatória em alguns lugares, nem todas as empresas, instituições e escolas estão preparadas para isso.

Outro fator importante na comunicação com surdos é que a população em geral, por falta de conhecimento, presume que todos os surdos são capazes de ler na língua portuguesa, realizar a leitura labial ou mesmo entender gestos e expressões não pertencentes à estrutura de Libras. Essas abordagens podem causar situações constrangedoras e desconfortáveis as quais poderiam ser evitadas.

Todas essas situações geram acanhamento e impedem muitas vezes que os surdos possam se expressar de maneira segura, garantido que a informação que eles desejam transmitir sejam interpretadas de maneira correta para os ouvintes.

Todos podemos nos comunicar

As leis e movimentos de inclusão social têm facilitado a inserção dos surdos à educação e mercado de trabalho, mas precisamos expandir ainda mais esse acesso!

Para os ouvintes que não sabem Libras, algumas mudanças na comunicação com os surdos oralizados podem tornar a conversa mais efetiva como falar devagar, ser expressivo, estar sempre de frente e olhando para o surdo e em alguns casos pode-se tentar escrever.

Mas nos casos onde é imprescindível a presença de um intérprete e não há nenhum disponível, existem aplicativos e sites que dispõem de intérpretes online, como a SignumWeb.

Participar ativamente da comunidade surda e buscar conhecimento sobre a surdez e suas formas variadas de comunicação é o primeiro passo para reconhecer que os surdos são participantes ativos em todas as esferas da sociedade, sendo capazes de realizar tarefas de vários tipos de complexidade e comunicar-se de maneira efetiva.

Agora que você conhece um pouco mais sobre a comunicação com surdos, que tal compartilhar esse conteúdo em suas redes sociais e propagar ainda mais essa informação?

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