O que é comunicação inclusiva e como ela impacta a sua empresa

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Seu negócio está preparado para a revolução da informação? A mudança social já está em curso e, em grande medida, ela vem para impactar todos os setores da organização, com novas tecnologias que permitem uma comunicação inclusiva cada vez mais eficiente.

Uma questão que sempre frisamos quando falamos de diversidade e inclusão nas empresas é que não basta cumprir a Lei de Cotas ao contratar pessoas com deficiência. A companhia precisa se preparar para ter um espaço físico e social adequado, a fim de promover a acessibilidade desses funcionários, ou se arriscará a ter problemas ainda maiores do que as penalidades legais.

Por outro lado, também é importante dizer que os negócios têm muito a ganhar efetivamente ao promover uma cultura inclusiva, tanto interna quanto externamente. Isso vai ajudar a otimizar a produtividade e também a abrir novos nichos de mercado.

Pensando nisso, separamos a seguir os principais impactos que a comunicação inclusiva pode causar na sua empresa e os benefícios que você pode ter. Confira!

Aumento da produtividade interna

A legislação brasileira exige que as empresas empreguem pessoas com deficiência, de acordo com a Lei n.º 8.213/1991, também conhecida como Lei de Cotas. Usualmente, os empresários não estão atentos ao fato de que essas vagas podem ser preenchidas por pessoas com deficiência extremamente qualificadas e, apenas a fim de cumprir a legislação, fazem contratações não eficientes.

Quando há, na organização, uma comunicação inclusiva para surdos, cegos e outras pessoas com deficiência, além de preocupações pertinentes e efetivas com a acessibilidade, é possível criar um ambiente que permita o desenvolvimento do trabalho desses indivíduos, aumentando a produtividade como um todo.

Melhor atendimento ao cliente

Além da questão interna que acabei de demonstrar, as empresas não estão preparadas para lidar com a comunicação inclusiva em relação a seus clientes, o que leva à perda de um significativo mercado. De acordo com o censo do IBGE, o Brasil tem mais de 9,7 milhões de pessoas surdas ou com deficiência auditiva severa e 6,5 milhões de cegos.

A comunicação com pessoas com deficiência se diferencia pelos meios empregados, tais como Libras e Braille, além de adaptações de cultura e medidas de respeito. Para esses potenciais clientes, isso faz toda a diferença.

Para além desse mercado, a empresa que investe na comunicação inclusiva ganha em termos de imagem da marca e reconhecimento de sua responsabilidade social, o que também a torna preferível por toda uma parcela de consumidores que tomam o aspecto como muito relevante.

Uso adequado de novas tecnologias

Atualmente, ficou ainda mais fácil aprimorar a empresa para trabalhar com comunicação inclusiva. Além dos cursos de preparação presenciais, é possível fazer cursos online e também usar diversas tecnologias, como substituir o uso do papel comum por tablets com sistemas de voz para cegos e utilizar plataformas de intérpretes para surdos, como a SignumWeb.

Também existem diversas outras inovações dentro do campo da realidade aumentada, comandos de voz, internet das coisas e outros avanços da era da informação que ajudam a melhorar o atendimento ao cliente e a criar um ambiente de trabalho diversificado.

Maior atração e retenção de talentos

A cor, o gênero ou o estilo não podem ser um fator de definição de talentos dentro da organização corporativa. É preciso, na verdade, superar os preconceitos e ampliar o leque de colaboradores, gerando maior atração e retenção de bons profissionais na empresa.

O mais indicado é investir em processos que garantam a inclusão social, tomando ações estratégias que permitam a inserção de pessoas qualificadas na equipe. Isso pode ser decisivo, por exemplo, para o aumento da produtividade e, também, para criar ambientes mais criativos e, consequentemente, que tenham como foco o sucesso do negócio.

Aumento da competitividade empresarial

O objetivo de manter a acessibilidade pode render resultados e lucros excelentes para a empresa, além de favorecer o aumento da competitividade. Até porque, quando a gestão corporativa reconhece a importância e a qualificação de cada funcionário, é possível ter mais retorno e influenciar positivamente o clima organizacional.

Isso também contribui para a melhoria da imagem do negócio. Afinal, não é todo mundo que está disposto a quebrar preconceitos, gerar igualdade e oportunidade para a comunidade surda no mercado de trabalho. Dessa forma, a corporação tem mais chances de se tornar diferenciada, demonstrando que tem responsabilidade social e respeito ao próximo.

Formação de equipes mais criativas

Ao combinar diferentes culturas e proporcionar experiências que agregam valor à marca, é possível melhorar a convivência e permitir trocas de aprendizado mais ricas. Tudo isso abre espaço para a formação de equipes de trabalho mais criativas, que pensam fora da caixa e podem melhorar significativamente o negócio.

Inclusive, o time de colaboradores têm a chance de desenvolver soluções diferenciadas para atender às inúmeras demandas dos clientes. Do mesmo modo, a rotina também passa por mudanças, tornando a realização das tarefas muito mais produtiva e agradável para todos, o que acaba por atrair e reter os melhores talentos, sobretudo os que estão em busca de companhias socialmente responsáveis.

Geração de consciência organizacional

O fato é que cumprir a lei de acessibilidade para surdos pode ser a oportunidade ideal para gerar mais consciência na organização. Os gestores devem estar preparados para apoiar a transformação e acolher a diversidade da equipe para que o clima fique ainda mais descontraído e, também, mais colaborativo. Assim, é preciso que a estratégia seja contínua para que possa sobreviver a longo prazo e apresentar resultados rapidamente.

Ou seja, quando a inclusão se torna uma meta no planejamento, os benefícios da ação são mais facilmente aproveitados. O mais indicado é que as lideranças comuniquem aos colaboradores o que têm sido feito para priorizar a entrada de pessoas com deficiência e, ainda, a relevância desse ato para a imagem da marca no mercado.

De fato, a diversidade e inclusão nas empresas são fatores que podem ser bastante vantajosos para os gestores corporativos e, também, para o bom andamento dos negócios, independentemente do ramo em que estão inseridos. Até porque, a verdadeira inclusão ocorre quando todos passam a ter espaço e são respeitados, mesmo que apresentem diferentes perfis, etnias ou classes sociais.

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