A surdez e o novo coronavírus.  Aprenda com esta história!

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O que precisamos saber sobre a surdez e o novo coronavírus ? A Adriana é surda e sabe um pouco sobre esse assunto. Um dia ela começou com sintomas de febre, tosse, dificuldade para respirar e cansaço. Adriana, que tem asma, ficou com receio de ter contraído a Covid-19 e por isso resolveu dirigir-se a uma unidade de saúde. No caminho, começou a pensar se haveria alguém no local que soubesse Libras. Será que encontraria um profissional habilitado, que soubesse lidar com a surdez?

Embora a acessibilidade comunicativa seja obrigatória, de acordo com a Lei 10.436/2002, São raríssimas as empresas que estão preparadas para atender a esses clientes. Em muitos casos, ou não existem profissionais capacitados, ou eles não estão disponíveis durante todo o horário de atendimento.

Assim, a preocupação de Adriana tinha fundamento. Quer saber como essa história termina? Então, continue a leitura!

Entenda o receio da paciente

Na cidade havia um único hospital para atender as suspeitas de coronavírus e era o turno da noite: provavelmente, haveria muitas pessoas esperando atendimento e poucos profissionais para garantir que a triagem fosse bem-feita.

Desde a infância a Adriana trata a asma crônica. Além disso ela tem alergia a alguns medicamentos. As suas crises podem ser desencadeadas por vários fatores, desde um simples resfriado até esforço físico. Ansiedade e tensão também são possíveis causas do início dos sintomas, como dificuldade de respirar e chiado no peito. Sem conseguir se comunicar, será que Adriana poderia ter um diagnóstico correto?

Vale explicar que, mesmo que não se trate da Covid-19, Adriana faz parte do grupo de risco, por ser portadora de asma. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é fundamental procurar atendimento médico ao perceber os sintomas do coronavírus, especialmente se o paciente:

  • tiver mais de 60 anos;
  • tiver retornado recentemente de viagem de uma das áreas de maior risco;
  • houver tido contato com outro paciente diagnosticado;
  • apresentar febre, tosse ou problemas respiratórios;
  • ser portador de doenças respiratórias crônicas, diabetes ou hipertensão.

Confira como foi o atendimento

Na triagem da instituição, a jovem teve dificuldade em interagir. Ela recebeu uma ficha para preencher. Isso a deixou apreensiva e preocupada porque sabia que teria um pouco de dificuldades com o português, para detalhar o que sentia por escrito e falar da sua alergia a alguns medicamentos. Mesmo assim preencheu, apresentou os documentos e aguardou sua vez.

Logo, uma enfermeira apareceu para medir sua febre, mas no momento a temperatura estava normal, pois Adriana havia tomado um antitérmico ao sair de casa. A profissional questionou detalhes, como qual era a temperatura anterior, como era o nome do medicamento usado e a sua dose, mas ela não entendeu. O uso da máscara obrigatória dificultava ainda mais a compreensão, pois ela não tinha o apoio da leitura labial.

Em seguida, foi atendida pelo médico (também de máscara), que igualmente não teve sucesso ao questionar detalhes de como Adriana se sentia. Nervosa, ela começou a ter dificuldades respiratórias e foi encaminhada para exames.

Saiba como o hospital lidou com a suspeita de coronavírus diante da surdez

Na sala de exames, mais uma vez, Adriana não estava conseguindo se comunicar. Foi então que o médico chamou uma funcionária do setor administrativo, que trouxe uma solução. Em um tablet, ela abriu a plataforma da empresa SignumWeb e, finalmente, a paciente conseguiu se comunicar com a intermediação de um intérprete certificado e fluente em Libras.

Com isso, tudo ficou mais simples. Adriana conseguiu explicar os seus sintomas, falar sobre a asma e suas crises, informar qual medicamento ela havia tomado ao sair de casa e qual remédio ela não poderia tomar, por causa da alergia.

O médico então encaminhou a Adriana para fazer alguns exames e ela foi liberada, pois tinha apenas uma gripe comum, causada pelo vírus influenza.

Como você deve ter percebido, Adriana é uma personagem fictícia, embora a situação descrita seja muito mais comum do que imaginamos. Será que as empresas, hoje, estão habilitadas para oferecer acessibilidade aos surdos? Algumas até podem ter profissionais treinados em Libras, mas nem sempre são fluentes ou estão à disposição. Esse pode ser o caso de hospitais e empresas com atendimento 24 horas.

Se você é responsável pela gestão de um hospital, laboratório ou unidade de atendimento de emergências, avalie se a sua equipe está preparada para lidar com casos envolvendo coronavírus e surdez. Lembre-se de que além de ser obrigatória por lei, a promoção da acessibilidade valoriza a imagem da sua empresa como socialmente responsável.

Quer saber mais sobre o tema? Quer colocar isso em prática? Então, continue sua visita à página e descubra como transpor algumas barreiras de acessibilidade!

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