Como promover a integração da sua equipe com um colaborador surdo?

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Toda empresa precisa promover a integração de equipe para buscarem juntos a qualidade do trabalho desenvolvido em todos os setores, como também resultados positivos e de crescimento da organização. Dentro desse processo, está incluso o colaborador surdo.

É fundamental que desde o primeiro dia de trabalho ele se sinta parte do conjunto, sem marginalização e discriminação. Cada empresa tem uma maneira de integrar o funcionário. Então, planeje como deve ser esse período, conforme o perfil da pessoa com deficiência e da própria organização.

Para ajudar você nesse processo, ao longo do artigo a seguir, listamos algumas formas de integrar a pessoa com deficiência (PCD) à equipe de trabalho. Vamos lá?

Demonstre empatia pela dificuldade no processo de inclusão de PCDs

O surdo encontra diversos tipos de dificuldades para se inserir no mercado de trabalho, mesmo com a Lei de Cotas 8.213/91 e campanhas de conscientização da capacidade das pessoas com deficiência. Os desafios mais comuns são, justamente, a falta de adequação das condições e das práticas profissionais por parte das empresas.

No entanto, gestores que têm visão de futuro e praticam valores relacionados à responsabilidade social corporativa, entendem a diversidade como uma forma de agregar valor e diferenciar a marca. Tudo isso contribui para a melhora significativa do ambiente organizacional e, também, para a captação de novos consumidores, inclusive os surdos.

Mesmo assim, é preciso se manter atento e instituir uma política de comunicação que contribua para a criação de um ambiente mais favorável à produtividade, bem-estar e qualidade. Abaixo, listamos algumas das principais dificuldades que os surdos sofrem atualmente no mercado de trabalho.

Conhecer os desafios é um passo essencial para superá-los e, com isso, oferecer melhores condições às PCDs na vida em sociedade.

Preconceito

A sociedade ainda desconhece sobre surdez e sabemos que nem todas as pessoas e empresas acreditam que o surdo tem capacidade para exercer um bom trabalho. Esse pensamento é equivocado e alicerçado em preconceito. Sim, pode haver limitações para algumas tarefas como atender o telefone, mas os surdos têm competência, por exemplo, para trabalhar com programação e inúmeras outras áreas — são infinitas as possibilidades.

Adaptações no ambiente de trabalho

Os empregadores devem preparar o ambiente de trabalho para receberem um profissional surdo, ou com outro tipo de deficiência. Adaptar alarmes, sons de alerta e sistemas especializados. Essas adaptações envolverão custos, mas são necessárias para o bom convívio e a segurança de todos.

Crescimento profissional

A marginalização do profissional surdo o leva a crer que ao ser contratado não terá chance de crescer profissionalmente devido a condutas que muitas empresas transmitem. Essa situação deve ser modificada pela empresa, incentivando a PCD a se especializar para obter melhores cargos de acordo com sua deficiência.

Programas de capacitações e informações

Uma das dificuldades da inclusão do surdo no mercado de trabalho se deve à falta de informações sobre seus direitos para conseguir um emprego e ao fato de que os programas de capacitação que existem são pouco divulgados. Provocando até uma falta de profissionais qualificados no mercado entre os deficientes.

Um fato que deveria ser mais bem trabalhado pelo Governo Federal, Estadual e Municipal, visto que a quantidade de surdos no Brasil ultrapassa os 10 milhões e, desses, 2,7 milhões são completamente surdos.

Veja como fazer a integração da equipe com o novo colaborador surdo

As empresas geralmente encontram diversas dificuldades de integrar o colaborador surdo aos demais profissionais. No entanto, fazer esse tipo de interação entre os funcionários surdos e o restante do time de trabalho, é fundamental para melhorar o clima organizacional e manter a motivação dos novos funcionários.

Por isso, existem algumas ações e estratégias que facilitam esse processo — e listamos as principais delas abaixo.

Informe a equipe

Ao abrir o processo seletivo para PCDs é indicado que a empresa comunique aos demais colaboradores que em breve terão um colega novo no setor, que é surdo, por exemplo. Nesse momento, abra espaço para que eles tirem suas dúvidas de como será o convívio e de que forma poderão ajudá-lo.

Dê orientações

A equipe deverá ser orientada sobre como auxiliar a PCD, por exemplo, se for com deficiência auditiva, seria interessante alguém da empresa aprender Libras para poder se comunicar. Há cursos online para aprender a língua. Incentive mais funcionários a aprenderem. Talvez não se tornem fluentes, pois uma língua exige bastante investimento para ser dominada. Porém, o surdo se sentirá valorizado por perceber o interesse.

Seja empático

Após a contratação do profissional, verifique o que ele precisará quanto à infraestrutura ou outro tipo de apoio para que se sinta bem em seu local de trabalho e possa desenvolver suas tarefas com qualidade. A empatia, nesse caso, deve ser a base do trabalho da equipe, que deve estar consciente das dificuldades e dos desafios presentes na vida de uma pessoa com deficiência.

Apresente a equipe

Leve-o a cada setor para apresentá-lo aos demais colegas de forma descontraída para dissipar a tensão inicial e haver uma boa recepção. Eleja um mentor para ensinar o trabalho e dar o treinamento necessário. O momento de iniciação do novo funcionário deve ocorrer naturalmente, evitando que ele se sinta constrangido ou pressionado.

Crie um ambiente saudável

O ambiente de trabalho deve promover a inclusão, ser adaptado e saudável para que o colaborador surdo tenha maior segurança para desempenhar suas funções. Atualmente, inúmeras empresas não enxergam a necessidade de oferecer a estrutura necessária para o surdo atuar. No entanto, é preciso transformar a cultura de segregação por meio de estratégias de acolhimento que tragam benefícios para a corporação e para o funcionário com deficiência.

Desenvolva uma boa política de comunicação interna

Para desenvolver uma boa política de comunicação interna, é preciso quebrar as comuns barreiras do campo social e investir no atendimento do público interno e externo. A política tem a finalidade de ampliar a interação com os colaboradores e consumidores surdos, e é recomendado é que o gestor tenha um funcionário fluente em Libras para se tornar um intérprete e, com isso, aperfeiçoar o relacionamento e a comunicação com seu público-alvo.

Ofereça treinamentos

O líder da empresa também pode oferecer treinamentos especializados para promover a acessibilidade dentro do ambiente de trabalho. Dessa maneira, a empresa deve disponibilizar recursos e atividades que incentivam a independência no acesso aos conteúdos, que podem ser em formato de áudios, descrições, Libras ou, até mesmo, Braile.

Monitore os resultados

É natural que os empregadores tenham falta de visão acerca dos benefícios que a promoção da diversidade e a inclusão de pessoas com deficiência podem trazer. Mas já está claro que essas PCDs são tão capazes de exercer funções quanto os demais indivíduos. Para ter certeza de que o surdo está bem integrado, o gestor pode definir uma estratégia para monitorar os resultados obtidos da atuação do profissional, confirmando se ele está adaptado e se sente bem dentro do ambiente de trabalho.

Auxilie com tecnologia

Atualmente há diversos sistemas que proporcionam a comunicação entre surdos e ouvintes, que garantem a comunicação fluente em qualquer hora ou lugar, como serviços de reconhecimento de voz, que convertem automaticamente a voz em texto em português e o inverso também, por meio de um smartphone.

Mais uma opção está na SignumWeb, uma plataforma de videoconferência que oferece às empresas a possibilidade de comunicação com seus clientes surdos por meio de intérpretes online com experiência comprovada e reconhecidos pelo MEC, utilizando computador, tablet ou celular próprio, sem necessidade de investir em equipamentos especiais.

Fazer o acompanhamento desse período de integração de equipe é importante para todos os envolvidos para que se façam as adequações necessárias e tudo flua satisfatoriamente tanto para o colaborador surdo quanto para os outros funcionários. É preciso se despir do preconceito e buscar por mais informações, garantindo a acessibilidade das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

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