Retrato da surdez: a falta de acessibilidade comunicativa Retrato da surdez: a falta de acessibilidade comunicativa

Retrato da surdez: a falta de acessibilidade comunicativa

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Retrato da surdez: a falta de acessibilidade comunicativa

Como foi que aprendemos a retratar a surdez? Como aprendemos a enxergar o surdo profundo, que não faz leitura labial e se comunica usando a Língua Brasileira de Sinais – Libras? A falta de acessibilidade comunicativa é o retrato da surdez!

Retrato da surdez: a falta de acessibilidade comunicativa
Imagem: Creative Commons

Aprendemos que esse sujeito tem um problema neurosensorial, que o torna deficiente pela falta de comunicação. Pela ausência de conexões com os ouvintes. Estamos acostumados a vê-lo como alguém a quem falta algo e que isso o inabilita para a vida social. Esse é um conceito pronto, percebido por muitos como um fato inalterável. Usando a metáfora do retrato, seria uma imagem, uma fotografia, um quadro que já conhecemos e que revela as dificuldades… As limitações do surdo.

Hoje, queremos convidar nossos leitores a retratar a surdez sobre outra ótica, sobre outro prisma. Ao fazer o re-trato, ou seja, ao tratar de forma diferente, ao repensar, ao rever os conceitos sobre a surdez, entenderemos que existe sim uma limitação. Mas que pode ser superada, porque existem tecnologias como a da SignumWeb que ajudam e derrubam as barreiras comunicacionais, a falta de acessibilidade comunicativa.

Vamos analisar algumas dificuldades enfrentadas pelas diversas instituições, diante da impossibilidade de diálogo com um surdo:

  1. EMPRESAS: o recrutador terá dificuldade de se comunicar na entrevista

No processo de recrutamento para uma vaga de emprego, o surdo pode ser preterido e a empresa poderá perder um bom profissional.

  1. HOSPITAIS: o médico não entenderá os seus sintomas

Há o risco de um diagnóstico errado e de uma prescrição equivocada de medicamentos… Com graves consequências para o profissional e o paciente.

  1. JUDICIÁRIO: O legislador terá dificuldade na aplicação da lei

Por falta de acessibilidade comunicativa a demanda poderá ser ignorada, o depoimento poderá ser desconsiderado e o veredicto sair equivocado. Tudo porque não entendem o que o surdo diz.

  1. BANCOS: O gerente terá dificuldades para abrir uma conta

Se o surdo quiser um empréstimo, uma previdência privada ou qualquer outro produto e serviço; não será atendido, pela falha no diálogo.

  1. LOJAS: o atendente acolherá o surdo de forma limitada

O surdo poderá levar bem menos do que gostaria, pela limitação no diálogo do atendente com esse cliente.

Tudo isso vem acontecendo também em outras instâncias não citadas aqui. As diversas INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS falham em cumprir o que a lei determina, ou seja, que haja acessibilidade comunicativa para os surdos brasileiros.

Para além do discurso da obrigatoriedade da lei, o que pretendemos é que a surdez seja revisitada, revista. Retratada em todas as suas especificidades. O surdo é sim um sujeito capaz de exercer a sua cidadania e vem provando isso. Sua única limitação está restrita à incapacidade de ouvir, de ter acesso aos sons.

Removamos essa barreira! É um desafio fácil de ser superado. Como falamos, existem tecnologias capazes de ajudar. Vamos retratar de forma diferente essa realidade?

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