Conheça os tipos de surdez e suas características

5 minutos para ler
Powered by Rock Convert

Muitos profissionais, incluindo os gestores de RH, não conhecem muito sobre os tipos de surdez e suas características e raramente convidam um surdo para uma entrevista de emprego porque não sabem como lidar com a situação.

Essa falta de conhecimento limita a contratação de surdos e o desenvolvimento da empresa, já que o recrutador não consegue perceber valor nesse profissional.

É justamente sobre isso que falaremos neste artigo. Vamos explicar as diferenças entre as perdas auditivas para você entendê-las de uma vez por todas. Boa leitura.

Como inicia as perdas auditivas?

Quando um bebê nasce surdo, pode ser porque a mãe ingeriu medicamentos que afetaram o ouvido, durante a gestação ela contraiu alguma doença que gera essa consequência ou o bebê herdou a condição de surdo por uma questão de genética familiar. O quadro pode ser gerado até mesmo durante um parto prematuro ou tardio.

Quanto à surdez adquirida, o indivíduo pode ficar surdo em outras épocas da vida, em qualquer idade, por um acidente, uma doença que deixa esse tipo de sequela, a ingestão incorreta de medicamentos como antibióticos, o excesso de ruídos no trabalho ou até mesmo ouvindo música alta.

Além disso, quando o indivíduo chega à terceira idade fica mais vulnerável a perda da audição. Agora, dependendo das causas, o grau de perda é maior e as limitações também, confira abaixo.

Quais são os tipos de surdez?

A surdez apresenta variações entre leve, moderada, grave, severa e até profunda, mas com situações e níveis de entendimento linguístico diferentes. Falaremos mais sobre isso a seguir.

Neurossensorial

A neurossensorial compromete as células neuronais, portanto, é mais difícil de ser tratada. Isso porque o som até faz o ouvido vibrar e chegar à cóclea, porém, os estímulos não são transmitidos ao cérebro.

Quando atinge pessoas com idade avançada, esse tipo de surdez é considerado natural. Por outro lado, se acomete aos jovens, é bastante preocupante — lembrando que isso pode acontecer pelo excesso de sons altos, como fones de ouvidos.

Em casos de a pessoa contrair uma doença infecciosa grave como a meningite, se não for descoberta e tratada com o antibiótico adequado, a bactéria pode alcançar o cérebro e prejudicar a região responsável pela audição.

Só é possível amenizar esse tipo de perda auditiva com o uso de aparelhos auditivos e implantes de orelha média. Porém, quando chegam ao nível severo e profundo, o modelo coclear deve ser adotado.

Atualmente, existem aparelhos auditivos que se autorregulam de acordo com o ambiente, seguindo o nível de ruído ou de grave que o surdo deseja ouvir. Existem também as tecnologias assistivas e comunicações inclusivas, que são práticas e cada vez mais necessárias.

Por condução

A surdez por condução é motivada por algo externo, como cotonetes, que podem perfurar o tímpano, originando uma perda temporária. Quando superficial, ela deve ser tratada com antibióticos corretos para cicatrizar o ferimento no ouvido interno.

Além disso, esse quadro também é provocado por doenças infecciosas e acúmulos de cera, que gera perda parcial da capacidade de audição entre 25 a 65 decibéis.

Mista

A surdez mista é a junção das lesões no ouvido interno e externo. Dessa vez, o tímpano foi perfurado e ocorreu a perda de células neurais, responsáveis por decodificar o som. Entretanto, a ingestão de medicamentos, como a aspirina ou alguns antibióticos, origina a infecção de ouvido — que quase sempre é difícil de ser identificada nos primeiros dias.

Porém, depois de ser sido identificada, o especialista receitará o tratamento adequado para cada situação, recuperando gradualmente a capacidade auditiva do indivíduo.

Central

A surdez central está relacionada ao entendimento, à interpretação da língua oral, o que compromete a interação e o entendimento do surdo. De fato, é um dos tipos mais complexos que existem e requer um especialista treinado.

Nesse caso, assim como os outros tipos de surdez, ela é subclassificada conforme o grau de audição, o nível e o volume que o indivíduo ouve, veja a seguir:

  • leve: o deficiente auditivo ouve bem os graves, mas sente dificuldade com os agudos;
  • moderada: ouve sons graves menos ruidosos e, se estiver em um ambiente com música, não compreende as falas;
  • severa: o surdo não ouve a fala humana, e raramente escuta o celular chamando;
  • profunda: o surdo não ouve nada. A perda profunda compromete a fala, sendo necessária a comunicação em Libras, na maioria das vezes.

Como vimos, os tipos de surdez são subdivididos e conversar com os surdos requer uma atenção especial, principalmente na compreensão. Alguns farão leitura labial e outros se comunicarão só por Libras.

Conhece algum amigo ou profissional que precisa ler esse artigo? Compartilhe-o agora em suas redes sociais!

Posts relacionados

Deixe um comentário