Acessibilidade para PCDs em eventos corporativos: o que é preciso saber a respeito?

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Provavelmente você até já sabe da importância da acessibilidade para PCDs em eventos e sabe também que, segundo dados do IBGE, quase 24% da população brasileira tem algum tipo de deficiência. Rampas, piso tátil e informações em Braille são importantes. E o que fazer, se entre o público têm surdos?

Toda essa gente também quer ir a palestras, simpósios, feiras, exposições e workshops, aproveitando e participando dessas ocasiões como todo mundo, não é mesmo?

Por isso, a acessibilidade em eventos é tão necessário. É ela que vai garantir a inclusão e a igualdade entre todos os cidadãos brasileiros, algo que, inclusive, está previsto na nossa Constituição desde que ela foi estabelecida.

Neste artigo, vamos falar especialmente sobre a acessibilidade para a comunidade surda e explicar algumas práticas básicas que todo produtor de eventos deve utilizar para que as pessoas surdas também possam se sentir confortáveis no local. Ficou interessado? Então, continue a leitura!

Garantir acessibilidade é algo previsto em lei?

Sim, embora a obrigação ainda diga respeito somente a eventos públicos. A lei n° 10.098 foi criada em Dezembro de 2000 e estabelece que:

“Art. 17. O Poder Público promoverá a eliminação de barreiras na comunicação e estabelecerá mecanismos e alternativas técnicas que tornem acessíveis os sistemas de comunicação e sinalização às pessoas portadoras de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação, para garantir-lhes o direito de acesso à informação, à comunicação, ao trabalho, à educação, ao transporte, à cultura, ao esporte e ao lazer.

Art. 18. O Poder Público implementará a formação de profissionais intérpretes de escrita em braile, linguagem de sinais e de guias-intérpretes, para facilitar qualquer tipo de comunicação direta à pessoa portadora de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação.       

Art. 19. Os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens adotarão plano de medidas técnicas com o objetivo de permitir o uso da linguagem de sinais ou outra subtitulação, para garantir o direito de acesso à informação às pessoas portadoras de deficiência auditiva, na forma e no prazo previstos em regulamento”.

Como organizar um evento acessível a PCDs, especialmente se forem pessoas com surdez?

Uma pesquisa feita pelo IBGE concluiu que, no Brasil, existem cerca de 9,7 milhões de pessoas surdas. É um número bastante significativo para ser ignorado, devendo ser levado em consideração na hora do planejamento de eventos corporativos. Veja, a seguir, algumas dicas para promover a inclusão para os surdos.

Disponibilizar material em Libras

A dica é produzir um livro bilíngue, traduzido por meio da inclusão de apresentações audiovisuais com o conteúdo em Libras, que poderá ser acessado por smartphones, notebooks, tablets etc.

Incluir apoio de copos e alimentos

Se o evento oferecer comes e bebes, veja se existem mesinhas ou suportes para que esses alimentos sejam apoiados, de modo que os surdos possam ter as mãos livres, possibilitando a comunicação.

Garantir que o surdo identifique uma situação de emergência

É imprescindível disponibilizar sinais visuais no seu evento que indicarão uma possível situação emergencial, bem como o caminho para a saída de emergência.

Contratar serviços de legendas ao vivo

As legendas devem acompanhar o narrador ou o apresentador do evento, sendo exibidas em telões distribuídos no espaço.

Investir em plataformas que disponibilizem intérpretes por vídeo

Hoje em dia, já existe esse tipo de serviço. A SignumWeb, por exemplo, disponibiliza intérpretes de Libras em uma plataforma web de videoconferência.

Como visto, mesmo que o seu evento seja privado e que você não tenha obrigação legal de oferecer acessibilidade, considere essa atitude como uma obrigação ética, ainda mais se for constatada a presença de surdos entre os participantes.

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