Conheça as  estatísticas sobre os surdos no Brasil

4 minutos para ler
Powered by Rock Convert

Em fevereiro de 2020, o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) divulgou estatísticas sobre os surdos no Brasil, uma pesquisa informando que mais de 10 milhões de pessoas tem algum problema relacionado a surdez, ou seja, 5% da população é surda no Brasil. Destes, 2,7 milhões não ouvem nada.

Muitos têm perda auditiva devido ao avanço da idade. No entanto, esse fato que ocorre mundialmente fez a Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que em 2050, mais de 900 milhões de indivíduos sofrerão com falta de audição.

Diante desse panorama é preciso que empresas e sociedade estejam preparadas para atender os deficientes auditivos em todas as circunstâncias. Por isso, veja neste post o que se pode fazer para que haja mais inclusão social.

Entenda a importância da adoção de estratégias de inclusão dos surdos nas empresas e na sociedade

Os dados apresentados acima impressionam ainda mais quando se sabe que dois em cada três desses surdos têm dificuldades para realizar suas atividades diárias. Isso resulta em falta de oportunidade no entretenimento, no mercado de trabalho e no sistema educacional para a comunidade surda.

A baixa inclusão por parte das empresas é uma das causas da falta de estímulo na profissionalização dos surdos. Um exemplo disso é que apenas 7% dessas pessoas tem curso superior completo, 15% o ensino médio, 46% o fundamental e mais de 32% não tem escolaridade alguma.

Para garantirem uma renda e sobreviverem, 43% dos surdos trabalham em organizações privadas e 37% trabalham como autônomos, a fim de garantir o sustento. Diante das incertezas do mercado de trabalho, muitos optam por permanecer na condição de dependentes de um benefício social. Logo, é essencial adotar estratégias de inclusão dos surdos nas empresas e sociedade para que mais deficientes auditivos possam exercer a sua cidadania, estudar, se profissionalizar, ter liberdade financeira e autonomia.

Confira quais são as formas de inclusão para que as empresas auxiliem na melhoria das estatísticas sobre os surdos brasileiros

Tanto o surdo como qualquer outra pessoa têm o direito à comunicação. Esse fator é essencial para melhorar as estatísticas sobre inclusão social dos surdos. Sendo assim, o ideal seria que os ouvintes que convivem com eles aprendessem Libras, a língua de sinais brasileira, para poderem manter um diálogo saudável e funcional com os surdos que se comunicam dessa forma.

As empresas podem e devem ofertar cursos de Libras para seus funcionários, assim como, faz a Natura. Mas é preciso entender que para dominar essa língua tão complexa, é necessário o mesmo investimento de tempo demandado para qualquer outra língua.

As empresas socialmente responsáveis se preocupam com acessibilidade e entre as suas ações está, por exemplo, o desenvolvimento o seu site de modo que os visitantes escolham a forma de acessar os conteúdos, já que oferecem recursos de tecnologia assistiva.

Por fim, há outras maneiras de otimizar os processos, como: por meio de catálogos, orientações por escrito, formar colaboradores para tradução e interpretação de Libras, etc. Inclusive, é possível levar para dentro da empresa plataformas como a SignumWeb, em que é possível ter chamadas de videoconferência que oferecem a possibilidade de comunicação com seus clientes e funcionários surdos, promovendo a acessibilidade comunicativa, autonomia e privacidade.

Além do que foi apresentado, as empresas devem usar orientações luminosas para os surdos, de mesmo modo que utilizam alarmes e sinais sonoros para os cegos. A tecnologia é uma aliada e garante uma comunicação mais efetiva, independentemente do lugar e hora, aos surdos no Brasil e no mundo.

O que achou do conteúdo? Aproveite e compartilhe em suas redes sociais para que possamos conscientizar mais empresas e pessoas, melhorando dessa forma o quadro estatístico sobre os surdos no Brasil.

Posts relacionados

Deixe um comentário