O surdo na pandemia – Como a COVID-19 afetou a vida dessas pessoas.

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Hoje falaremos sobre a situação vivenciada pelo surdo na pandemia. Você poderia perguntar se tal situação não seria a mesma de todos os outros cidadãos. A resposta seria sim, em alguns aspectos e não, em tantos outros.

Exemplo disso é que, desde o início da pandemia, somos constantemente bombardeados por informações. Pelo motivo óbvio de não poderem escutar, os surdos necessitam da ajuda de terceiros. Enfim, precisa de apoio na tradução do material veiculado sobre o tema.

Mas esses cidadãos nem sempre podem contar com a presença de um intérprete de Libras. Dessa forma as notícias chegam de forma limitada para os surdos.

Embora os dados veiculados pela mídia por vezes nos confundam, eles também são essenciais para esclarecer muita coisa.  Dessa forma os surdos precisam e merecem receber de forma clara tais informações.

Acompanhe o post e veja por que é necessário tratarmos desse assunto.

Um ano, desde o início da pandemia.

A humanidade já registrou um ano, desde o início dessa crise humanitária que assola e assusta a todos.  Certamente que esse fato pede uma reflexão. Isso porque nossas vidas foram expostas a uma situação extrema, que terá reflexos negativos por décadas. Foi um ano difícil, que não temos nenhum prazer de comemorar. Foi um ano pesado, complicado para todos.

E por que falar especificamente sobre a surdez? Trazemos a questão dos surdos porque as tentativas de combate à pandemia se deram muito a partir de informações livremente veiculadas.  Muito embora as desinformações ou as famosas fake News tenham também circulado em igual velocidade. Dessa forma foram sendo gerado às vezes o pânico, às vezes a esperança na mente e coração das pessoas.

Optamos por falar sobre o surdo na pandemia, tendo em vista que a população surda foi a que mais sofreu, quando se fala de falta de acesso às informações.

É fácil concluir que, infelizmente, as notícias veiculadas na mídia e nas redes sociais, estiveram vedadas ao surdo. No máximo eles tiveram acesso limitado a elas.

Mas os surdos não leem? Perguntariam alguns.

https://blog.signumweb.com.br/curiosidades/libras-uma-lingua-agrafa/A resposta é sim. Mas é preciso que entendam que, salvo algumas exceções, o surdo não domina tão bem o português. É preciso lembrar que a língua materna do surdo é Libras, a Língua Brasileira de Sinais. Para o usuário de Libras, ler um texto em português exige um esforço semelhante ao que temos de fazer ao ler numa língua que dominamos parcialmente.

Outra coisa a considerar é que, por conta da surdez, por não ter acesso natural às palavras oralizadas da língua pátria, no nosso dia a dia, o vocabulário do surdo também é limitado. Muitas palavras técnicas usadas durante a pandemia, necessitam de uma adaptação para que façam sentido para a comunidade surda.

Em suma, é possível concluir que a coisa não é tão simples assim.

O surdo e a mídia. Como as informações chegaram a esse cidadão?

Os surdos, especialmente os usuários de Libras, necessitam que todo o conteúdo veiculado chegue a eles através de intérpretes dessa língua, o que raramente acontece.

Sob o mesmo ponto de vista da necessidade especial, os surdos oralizados precisam que as pessoas articulem bem as palavras. Enfim, que falem numa velocidade que permita a leitura labial. Lembrando que é importante também que o interlocutor esteja de frente e sem barreiras que atrapalhem o acesso à comunicação.

É histórica a falta de acesso do surdo à mídia. Isso vem melhorando, mas precisa ser ampliado o mais rápido possível. è uma antiga reivindicação das pessoas com deficiência auditiva.

As máscaras são um problema extra para o surdo na pandemia.

Tendo em vista a necessidade de uso das máscaras, a situação se complicou bastante para todos os deficientes auditivos, especialmente os que necessitam fazer leitura labial.

 A alternativa de uso da máscara transparente ainda é muito pouco utilizada. Mas sem elas é impossível a comunicação com um surdo oralizado.

Como resolver tal impasse? Novamente apelando para a empatia das pessoas. Uma atitude de compreensão, de solidariedade, de entender a dor do outro. Isso faz toda a diferença. Às vezes salva vidas.

O surdo no médico, durante a pandemia.

Já lemos relatos de surdos que não conseguem se comunicar com médicos, por exemplo, para falar dos seus sintomas.

No caso dos surdos sinalizadores, os médicos não sabem Libras e o paciente não pode levar acompanhantes. Por outro lado, o surdo oralizado precisa ter acesso ao rosto do médico.

Outra ação possível é colocar tecnologias que permitem chamar virtualmente o intérprete de Libras, já que acompanhantes não são bem-vindos, em tempos de pandemia.

Mas a situação difícil dos surdos não é só nos hospitais, numa consulta médica. Em farmácias, por exemplo, como tirar uma dúvida com o farmacêutico?

Por isso perguntamos: A sua empresa já pensou sobre a questão do surdo na pandemia? Afinal, Em qualquer ambiente onde um ouvinte necessita se comunicar, igualmente haverá necessidade de comunicação com o surdo.

É importante pensar com empatia sobre a situação surdo na pandemia ou em qualquer situação.

O surdo é um cidadão que tem igual direito de acesso às informações. Sabemos que informações são essenciais sempre e que às vezes são vitais para proteção da vida. Sendo assim, colocar o intérprete de Libras, nos telejornais, nos hospitais ou em qualquer outro ambiente, não é nenhum favor.

Afinal, uma sociedade mais justa e inclusiva abraça, acolhe, protege todos os seus cidadãos. Em outras palavras, especialmente no caso de uma calamidade como a que estamos vivenciando, o acesso à informação é proteção à vida.

Por isso durante essa crise do Covid-19, a SignumWeb decidiu disponibilizar gratuitamente os intérpretes de Libras da sua plataforma. A comunidade surda precisa de ações como essa..

Ação de solidariedade é o que esperamos de cada cidadão brasileiro, a fim de que o mundo seja mais inclusivo para os surdos, para TODOS.

Sabemos que você também quer fazer a diferença. Por isso pedimos que curta e compartilhe o post, contribuindo assim para que a sociedade entenda e situação do surdo na pandemia.

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