Pessoas com deficiência no mercado de trabalho: o que é preciso saber sobre o tema?

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Em 2015 foi promulgada a Lei de Inclusão Social para que as pessoas com deficiência no mercado de trabalho encontrem suas colocações. Visto que, a maioria se depara com o preconceito e dificuldade para conquistar uma vaga de emprego.

Outro problema encontrado são os ambientes laborais não adaptados para receberem esses profissionais. Normalmente, os locais não contam com rampas de acesso, sinais sonoros, colaboradores que saibam Libras e nem plataformas de videoconferência para auxiliar na comunicação com pessoas surdas, por exemplo.

Diante disso, a inserção das pessoas com deficiência se torna difícil, inclusive, na capacitação deles para se prepararem para o mercado de trabalho. Sendo assim, veja neste artigo alguns pontos essenciais para agregar PCDs dentro das empresas.

Por que é relevante ter uma perspectiva sobre a inclusão de deficientes físicos no mercado?

Segundo um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerca de 45 milhões de brasileiros tem alguma deficiência, ou seja, 25% da população. No entanto, menos de 1% tem carteira assinada, mesmo depois da Lei de Cotas nº 8213/91.

Geralmente as empresas alegam que isso ocorre devido à falta de qualificação desses profissionais ao cargo, que não apresentam o mínimo exigido. Diante desse argumento é possível concluir que a inclusão escolar também não é satisfatória, inclusive muitos deficientes abandonam os estudos por causa da precariedade da estrutura desses locais.

Além desses problemas, há a discriminação por parte de alguns empresariados brasileiros. Logo, entender esses meandros é preciso para que haja um trabalho intencional, tanto escolar quanto na esfera do trabalho, para incluir os PCDs na sociedade de maneira geral.

Como é a inclusão de trabalhadores com deficiência física no mercado?

A Lei nº 8213, de 1991, propõe a inclusão social das PCDs no mercado de trabalho para que as vagas nas empresas sejam ocupadas por pessoas reabilitadas ou com deficiência. Ela estabelece que as organizações que tem 100 ou mais funcionários são obrigadas a preencherem os cargos, seguindo os seguintes critérios:

  • até 200 funcionários: 2%;
  • de 201 a 500 funcionários: 3%;
  • de 501 a 1000 funcionários: 4%;
  • de 1001 em diante: 5%.

Órgão pertencentes ao Ministério do Trabalho realizam fiscalizações para garantir e proteger o direito desses indivíduos. Se eles não forem cumpridos, as empresas podem receber uma multa de R$ 1.101,75 por pessoa não contratada.

Quais são as oportunidades disponíveis para os deficientes físicos no mercado de trabalho

As pessoas com deficiência podem exercer diversos tipos de atividades profissionais. Apenas para citar exemplos, quem tem deficiência motora ou dificuldade de se locomover, pode trabalhar como advogado, professor, artista, atendente etc.

Já aquelas que têm problemas auditivos são bons em tarefas que exigem foco como programação, design, matemática, contabilidade e outras. Os deficientes visuais podem atuar como operador de telemarketing, auxiliar de serviços gerais, tecnologia da informação, professor e muito mais.

Esses são apenas alguns exemplos básicos para ilustrar o quão essas pessoas são e podem ser plurais. Afinal, elas podem trabalhar em quaisquer outras funções, além daquelas acima citadas, desde que se sintam habilitadas.

Além disso, as empresas que contratam deficientes constroem um ambiente laboral inclusivo e de desenvolvimento pessoal para cada colaborador. Afinal, a equipe aprende a ter empatia e ver o mundo de outro ângulo. Esse é um crescimento conjunto em que todos têm benefícios.

Além disso é preciso ampliar a visão e perceber que esse público é também consumidor dos bens e serviços do seu negócio e que, portanto, precisa de acessibilidade também nesse momento.

De que maneira essa inclusão vem crescendo ao longo dos últimos anos?

As empresas que cumprem a Lei de Cotas aprenderam a encontrar, contratar e treinar pessoas com deficiência, aumentando os funcionários capacitados para atuarem junto a equipe.

Em resumo, a tendência do cenário corporativo no Brasil é que mais empresas estejam engajadas em iniciativas relacionadas à inclusão social. Desse modo, criar um ambiente de equidade para as pessoas com deficiência no mercado de trabalho, garante vantagem competitiva em relação aos concorrentes.

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