Como a surdez se manifesta e como podemos lidar com esse fenômeno?

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É preciso entender como a surdez se manifesta, a fim de estabelecer estratégias adequadas para lidar com esse fenômeno. Além disso é importante entender que a surdez é múltipla, tanto em relação aos graus de perda auditiva, quanto em relação às causas que levaram a esse tipo de deficiência.

Dito isso poderemos compreender que até mesmo os indivíduos com a mesmo tipo de deficiência, com o mesmo grau de perda auditiva, com a mesma fase da vida que adquiriu a perda, podem ter experiências e necessidades muito diferentes. 

Vamos aprender como lidar adequadamente com nossos semelhantes que vivenciam o mundo do silêncio. Leia o post e entenda melhor esse assunto.

A surdez se manifesta na velhice.

A surdez na velhice talvez seja a que mais entendemos e aceitamos. Afinal é consequência natural do processo degenerativo. É o efeito do passar dos anos num organismo que vivencia outras perdas naturais.

Entretanto, embora a perda auditiva na velhice seja de certa forma esperada, ela precisa ser acompanhada com atenção. Isso porque ela pode contribuir, desencadear ou acelerar outros processos, incluindo aí a depressão.

Estejamos alertas aos sintomas de redução da acuidade auditiva nos nossos entes queridos que entraram nessa fase da vida. É necessário procurar o médico e tomar providências cabíveis, conforme orientação do profissional.

Resultado da exposição a sons em altos decibéis.

Atualmente os jovens têm se exposto cada vez mais aos sons altos. Seja nas baladas, seja pelo uso de fones de ouvidos acoplados em seus celulares.

Mas também podemos citar os barulhos rotineiros a que alguns trabalhadores necessitam se expor, por força das suas atividades profissionais. Esses necessitam usar equipamentos de proteção a fim de evitar um dano indesejável.

No bebê, durante a gestação.

Uma questão bem triste de lidar é quando a mulher, durante a gestação, contrai uma doença que promove a perda da audição no seu bebê.

A rubéola é um exemplo clássico. Mas existem outras doenças como a sífilis e a toxoplasmose, que se contraídas pela mãe gestante, podem levar à perda auditiva do seu bebê. Até a falta de oxigênio durante o parto, pode danificar permanentemente a capacidade auditiva do bebê.

Tudo isso pode ser evitado, ou pelo menos minimizado com um bom acompanhamento de profissionais qualificados.

Sequela de uma doença, como a meningite por exemplo.

Após o nascimento é preciso estar atento a outros fatores, algumas doenças pandêmicas, por exemplo. Uma questão que toca a SignumWeb á a sequela por uma doença como a meningite.

Foi o que aconteceu com o Felipe Barros, CEO da nossa startup. Ele nasceu ouvinte. Aos dois anos de idade, passou por uma pandemia que assolou o país. Contraiu a doença e ficou surdo.

Os pais e cuidadores precisam atentar para os sintomas e buscar ajuda médica o quanto antes.

A surdez se manifesta como resultado de uma síndrome rara

Existe a possibilidade de a pessoa nascer com uma síndrome rara que leva à deficiência auditiva.

São várias, mas vamos citar uma delas, a síndrome de Waardenburg. Trata-se de uma condição genética que pode gerar a cegueira, além da surdez. Uma das características é a diferença na pigmentação dos olhos

O diagnóstico pode vir rápido. Por outro lado, a perda auditiva pode acontecer de forma lenta e progressiva e só ser percebida tardiamente.

A manifestação de uma síndrome rara é totalmente imprevisível, uma manifestação que ocorre de forma aleatória, uma em cada centena ou milhares de pessoas.

Causas indefinidas.

Muitos surdos, entretanto, podem passar a vida sem saber a causa da sua surdez. Mesmo buscando estudos científicos e genealógicos que poderiam explicar. O fato é que ela pode surgir em momentos diversos da vida e pelos mais diversos motivos.

As consequenciais normalmente são devastadoras. Não pela surdez em si e faço questão que isso fique muito claro. Afinal é relativamente fácil se adaptar ao fenômeno, consciente que a surdez em si não é uma doença e sim uma condição humana.

 O devastador, de verdade, é a falta de habilidade da sociedade de lidar com o fenômeno. Mas isso vem mudando. E você, que leu o texto até o final, que demonstrou interesse e empatia pelo tema, faz parte dessa mudança.

Não importa a causa e sim o que fazemos a partir do fenômeno.

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