Chuvas no Brasil – Surdos não conseguem chamar a defesa civil.

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As fortes chuvas no Brasil têm sido fenômenos que se repetem a cada fim e início de ano.  Assim como as queimadas verificadas em outras épocas, em nosso país. Dá mesmo para falarmos de tragédias anunciadas. Infelizmente não temos políticas públicas que atuem preventivamente. Apenas é possível verificar ações pontuais dos governantes, no sentido de amenizar os efeitos devastadores na vida daqueles que perdem tudo.

As ações de combate ao desmatamento e à poluição ambiental, por parte dos órgãos criados com essa finalidade, têm se revelado infrutíferas. Acontece que tais temas ficam restritos ao debate, sem ações práticas que salvem de verdade o nosso planeta.

Passado o momento da crise, quando a grande mídia já está tratando de outras notícias ruins (suas pautas preferidas), os cidadãos ficam entregues à própria sorte, tendo de recomeçar literalmente do zero.

Mas o que isso tem a ver com os surdos, tema recorrente aqui no nosso blog?

As chuvas no Brasil e no mundo não escolhem suas vítimas.

Em fins de 2019 as chuvas atingiram bairros nobres de Belo Horizonte. Foi uma comoção geral e rapidamente a normalidade foi restaurada.

Entretanto as vítimas mais pobres que moram em encostas, favelas e próximas a córregos não canalizados não têm a mesma condição de restaurar suas moradias com a mesma velocidade.  

Tais pessoas já estão orientadas a acionarem a defesa civil ao menor indício de abalo ou rachaduras em seus imóveis. E se as pessoas resistem a sair, a morte ou a perda dos bens é creditada a elas, sem chances de questionar.

Daí vem a pergunta que não pode se calar: Como fazem os SURDOS quando se veem em igual situação?

A Defesa Civil está prepara para receber a ligação de um surdo em caso de tragédia provocada pelas chuvas no Brasil?

Você deve saber que a resposta é não. Isso demonstra o quanto ainda temos que evoluir para quebrar estas barreiras de comunicação e viabilizar a inclusão dos surdos na sociedade de maneira plena. Os surdos não conseguem chamar bombeiros, acionar a polícia ou a defesa civil de forma independente nesses momentos. Ou que qualquer outro momento que venha a precisar.

É muito importante que as autoridades e sociedade atentem para essa questão. Afinal somos todos iguais perante a lei e devemos ter os mesmos direitos. Por isto aqui no blog afirmamos a importância da geração de acessibilidade a todos. Inclusive aos surdos que normalmente passam despercebidos por não usar bengala, cão guia, muleta, andador ou cadeira de rodas.

Vamos incluir os surdos também no momento de buscar auxílio emergencial?

Imagine que além de não conseguir acionar órgãos responsáveis numa emergência, o surdo terá igualmente dificuldades para acessar auxílios emergenciais.

Por não ser oferecido acessibilidade comunicacional, por não ter tal barreira removida, o surdo estará na dependência de apoio de terceiros. Ele se vê na situação de ter de pedir auxílio de um familiar ou um amigo que falará por ele. Precisamos gerar autonomia para que o surdo consiga viver com qualidade de vida, sem depender da ajuda dos outros, você concorda?

Todo mundo reivindica e merece respeito. Todos queremos agir com autonomia, liberdade e privacidade. O surdo também!

Ferramenta que pode ajudar a tornar a defesa civil e outras instituições acessíveis aos surdos.

Sabemos que a legislação brasileira prevê que órgãos públicos e concessionárias de serviços públicos devem promover acessibilidade para surdos. Esse é o caso da CEMIG e Copasa, para citar apenas duas instituições acionadas durante essas crises, em Minas Gerais.

Não cabem desculpas nem explicações, visto que existem ferramentas, plataformas digitais, sistemas de telefonia que os surdos podem facilmente utilizar, sempre que houver necessidade.

Entre em contato conosco e explicaremos como resolver esse grave problema social. Acessibilidade para os surdos. Vamos juntos construir essa nova realidade.

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