Livro "O Grito da Gaivota": relatos de uma surda que venceu na vida Livro "O Grito da Gaivota": relatos de uma surda que venceu na vida

Livro “O Grito da Gaivota”: relatos de uma surda que venceu na vida

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“O Grito da Gaivota” é um livro lindo, um relato emocionante de uma surda… A atriz francesa do filme Os Filhos do Silêncio.

Emmanuelle Laborit conta que não conseguia se comunicar por causa da sua surdez. Ela relata que seus pais a chamavam de gaivota, porque seus gritos pareciam com a voz e o grasnado dessa ave.

Livro "O Grito da Gaivota": relatos de uma surda que venceu na vida“Dava gritos porque queria me ouvir e os sons não me chegavam. Meus chamados nada queriam dizer para os meus pais. Eram, diziam eles, gritos agudos de pássaros do mar. Então apelidaram-me de gaivota”, conta Emmanuelle. O “Grito da Gaivota” começou quando aprendeu a se comunicar por sinais. A partir desse evento, ela pode entender o mundo e mostrar que era capaz de se desenvolver.

Emmanuelle conheceu a Língua Francesa de Sinais somente aos 7 anos, mas logo ensinou à sua irmã. Assim, já tinha uma pessoa com quem conseguia se comunicar. Antes de aprender a Língua Francesa de Sinais, ela se comunicava apenas com sua mãe e tinham uma comunicação que elas mesmas criaram. Ninguém mais entendia, por isso ela se irritava e se sentia muito frustrada.

O livro “O Grito da Gaivota” foi escrito em 1993 e fala das suas dificuldades na infância, como lidou com a questão da surdez durante a adolescência e como superou barreiras na sua idade adulta… Tornando-se uma atriz famosa, ganhadora do prêmio Molière de cinema francês.

Primeira atriz surda a vencer no teatro, depois que ganhou o prêmio ela se tronou embaixatriz e divulgadora da Língua Gestual Francesa. Com seu talento e muita força de vontade, Emmanuelle superou as limitações da surdez e voou alto!

O surdo é inteligente. Pode lutar para ter o seu valor reconhecido. O surdo é eficiente e precisa acreditar nisso!

SINOPSE

“Emmanuelle Laborit é surda profunda. Neta do cientista Henri Laborit, atriz agraciada com o Prémio Molière, é a protagonista deste testemunho, marcado pela memória de um crescimento que se viveu diferente… Testemunho de uma vida, vista pelos olhos de uma menina, contado pelo sentir de uma mulher. Relato pessoal e subjetivo de alguém que cresceu no mundo do silêncio, que nunca aprendeu a viver à distância da comunicação, e que acaba por se libertar de um mundo que não precisava ser assim. O Grito da Gaivota confronta-nos com uma realidade de que em geral pouco conhecemos, e convida-nos a partilhar as experiências, tantas vezes dolorosas, do dia-a-dia dos que vivem envoltos no silêncio e na incompreensão.”

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