Diversidade Cultural e a cultura surda.

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Diversidade cultural é o tema do momento. Mas… o que é a cultura?

Podemos definir cultura como conjunto que inclui língua, conhecimentos, valores, crenças, costumes e hábitos comuns a uma determinada comunidade.

Temos debatido muito sobre diversidade cultural, na atualidade. A proposta é combater os preconceitos e incluir de forma harmônica a todos. Liberdade, dignidade e respeito é o lema, o ideal, o mote do momento, neste mundo globalizado.

Trata-se de uma tendência de quebra de paradigmas, da mudança de uma secular, opressora e excludente mentalidade humana. De uma nova configuração das relações humanas, que veio para ficar.

Ficou interessado no tema? Então veja o texto até o final.

O que determina a Diversidade Cultural?

O nosso país é atípico. Ele é muito rico em suas diversidades e manifestações culturais. Assim, temos uma imensa variedade de hábitos e costumes que convivem ou deveriam conviver de forma harmônica. 

Para melhor entendimento, vamos pensar nos índios. Eles são um excelente exemplo. Apesar de serem brasileiros e estarem inseridos na nossa grande cultura nacional, vivem como grupos minoritários. Sabemos que, a duras penas, os índios brasileiros tentam preservar a sua cultura, sua língua, seus hábitos e costumes. E nós, os majoritários, insistimos em dificultar sua vida. Em aceitar como natural a sua língua, seus hábitos e as suas manifestações culturais.

E não são somente os índios. Aqui podemos incluir os negros, os emigrantes de outros países e os surdos usuários da língua de sinais.

Os negros, por exemplo, trouxeram da África as suas crenças, os seus hábitos e costumes. E ainda existem grupos que se reúnem para praticá-los. Inclusive buscando a preservação da sua língua e da sua religião. Ou seja, da sua cultura.

O que devemos fazer para que TODOS sejam aceitos? Apenas respeitar e acolher de forma adequada.

O que tem a ver a diversidade cultural com os surdos?

Já falamos diversas vezes, no nosso blog, que o surdo defende possuir cultura própria.  Mas… porque falar de cultura surda, já que os surdos são tão brasileiros quanto qualquer ouvinte?

Acontece que os surdos possuem língua própria. A Libras – Língua Brasileira de Sinais, inclusive já foi reconhecida por lei no nosso país. Isso já é um determinante para que falemos de cultura.

Além disso, os surdos apreendem o mundo de forma diferente dos ouvintes. Eles absorvem a realidade prioritariamente pelos olhos. Isso dá sim uma percepção de mundo bastante diferente. Ou seja, ainda que tentemos negar, sua percepção da realidade é diferente da percepção dos ouvintes. Só sendo surdo para perceber o mundo como os surdos percebem.

Isso não torna a comunidade surda melhor nem pior. Apenas diferente.

O que podemos fazer para acolher a cultura surda?

O conceito de hegemonia, como supremacia de determinado grupo cultural, se aplica na relação entre os ouvintes e os surdos. A prática tem sido a tentativa de “normalizar” o surdo, para que vivam como se ouvintes fossem.

É óbvio que não estamos condenando a oralização. Seria uma insensatez. Muito pelo contrário, ela é bem-vinda e facilita muito a inclusão social dos surdos. Mas nem todos os surdos conseguirão dominar a fala oral e a leitura de lábios. E aí? O que fazer com esses cidadãos? Será o caso de dizer que o problema é deles? Absolutamente não.

Cabe à sociedade majoritária a responsabilidade de encontrar soluções para as questões de inclusão social de todos os seus cidadãos. Se isso não acontecer de forma eficiente, entendemos como uma falha.

Nesse caso é a sociedade que se revela deficiente, na sua capacidade de acolher, de forma adequada, os seus cidadãos com necessidades especiais. E não precisa ser assim.

Quer saber como fazer diferente, e acolher a comunidade surda com o respeito que merece? Fale com a SignumWeb.

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